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Case 03 — Auge · app de terapia guiada

O conteúdo existia. A terapia, não.

A Auge enxergou um app de terapia dentro do acervo de videoaulas socioemocionais da Escola da Inteligência. O trabalho de design: a estrutura que transforma assistir em prática guiada.

Papel
UX · UI · liderança de design
Escala
De ponta a ponta — pesquisa, produto, design system, marca
Métodos
Benchmarking competitivo · OOUX · modelagem de conteúdo
Status
Projetado com roadmap em três fases, v1.0 → v3.0
01 — A situação

Um acervo de aulas à espera de uma estrutura

Prestando serviços para a Escola da Inteligência, eu voltava sempre a um mesmo ativo: uma grande coleção de videoaulas gravadas sobre educação socioemocional. Lúdicas e conduzidas por personagens para as crianças menores; mais realistas e próximas para os adolescentes. O CEO da Auge viu uma oportunidade naquela prateleira — um app de terapia guiada, construído reaproveitando conteúdo que já existia.

O briefing parecia simples e não era. Videoaula é passiva; terapia guiada, não. Para a palavra guiada significar alguma coisa, o app precisava de um jeito de abrir uma sessão, percorrê-la, praticar e encerrar — com os vídeos servindo a essa estrutura, em vez de ocupar o lugar dela. O desafio, como foi colocado: projetar e implementar um app de terapia guiada, acessível e envolvente.

Levei o projeto como UX, UI e liderança — da primeira análise da concorrência ao logo no ícone.

Um vídeo ensina. Mas não confere se você praticou. Todo o problema de design morava nesse vão.
6etapas por sessão
3fases de lançamento
1marca & logo, criados
02 — A virada

Modelar a sessão, não o vídeo

Duas decisões moldaram tudo o que veio depois.

Objetos antes de telas. O produto seria estruturado antes de qualquer desenho — as telas vieram por último.

Sessão não é vídeo com moldura em volta. Modelei a sessão em si como seis etapas, com o vídeo como um componente dentro de uma estrutura ativa — o usuário avança no próprio ritmo e segue guiado.

UMA SESSÃO, SEIS ETAPAS Sinalização & abertura Conteúdo central intro · expansão · contexto Técnicas Reforço Celebração Encerramento puxadas da biblioteca dinâmica de técnicas DENTRO DE CADA TÉCNICA Instrução Passos práticos Validação Feedback Celebração o sistema valida a conclusão antes de a sessão avançar
Modelo de conteúdo da sessão, redesenhado — seis etapas por sessão; cada técnica da biblioteca dinâmica roda seu próprio ciclo de validação.
03 — O trabalho

Do raio-X da concorrência à pista de decolagem

  1. Conhecer o terreno antes de traçar a primeira linha

    Uma análise profunda dos apps de terapia concorrentes: testei cada um, documentei todas as funcionalidades com capturas de tela e destilei tudo num mapa de UX orientado a objetos dos elementos e interações-chave. Não um moodboard — um inventário estruturado do que a categoria já faz, e de onde ela para de guiar.

  2. Fluxos, sitemap e o mapa de objetos

    Fluxos de usuário e um sitemap estruturaram a jornada; o exercício de mapeamento de objetos cravou as ações-chave, os níveis de prioridade, as hierarquias de página e os caminhos de engajamento desenhados para trazer o usuário de volta.

    convites de continuação Sessão Biblioteca de técnicas Séries de terapia & clusters de conteúdo Metas & progresso Diário & autoavaliação Lembretes & ganchos de engajamento Dashboard NPS & feedback de conteúdo Avaliações entre pares
    Mapa de objetos, redesenhado a partir do exercício de OOUX — a Sessão no centro, os caminhos de engajamento ao redor.
  3. Um design system, e uma porta de entrada

    Esquemas de cor, estilos de botão, tipografia — um design system para manter o produto visualmente consistente enquanto crescia. Junto dele, um funil de onboarding estruturado, porque um app de terapia ganha ou perde o usuário nos primeiros minutos.

  4. A espinha dorsal de funcionalidades

    Login e configuração de conta. Definição de metas e acompanhamento de progresso. Lembretes de sessão e ganchos de engajamento. Registro diário e ferramentas de autoavaliação. Pesquisas NPS e feedback de conteúdo. Séries de terapia estruturadas e clusters de conteúdo. Avaliações entre pares. Um dashboard personalizado com convites de continuação e recomendações sob medida. Assinatura e monetização. Cada item, um objeto do mapa — não um item de wishlist.

  5. Uma marca, e uma pista para crescer

    Criei a identidade de marca e o logo do app, e então escopei um roadmap em três fases: v1.0 com as funcionalidades centrais de terapia, adaptação de conteúdo e treinamento do back-office; v2.0 somando trilhas de aprendizado e engajamento ampliado; v3.0 mirando videoconferência para terapia em grupo, intervenções profissionais guiadas e um hub interativo de terapia.

    v1.0 lançamento Funções centrais de terapia Adaptação de conteúdo Treinamento do back-office v2.0 aprofundar Trilhas de aprendizado Engajamento ampliado v3.0 expandir Terapia em grupo por vídeo Intervenções profissionais guiadas Hub interativo de terapia
    Roadmap de lançamento em três fases, como escopado — v1.0 terapia central, v2.0 trilhas de aprendizado, v3.0 terapia em grupo.
Tela de lista de sessões do design do app Auge: uma série temática de sentimento ('Sentimento X') com sua sequência de sessões nomeadas e marcadores de progresso.
Uma tela completa de sessão do design do app Auge, de cima a baixo: título do conteúdo, texto de expansão, videoaula incorporada, bloco de técnica e campos de diário, terminando numa ação de continuar — o modelo de conteúdo de seis etapas numa única tela.
Direto do arquivo Figma: uma série com suas sessões, e uma sessão completa — o modelo de conteúdo renderizado como uma única tela (role a da direita).
04 — Onde isso foi parar

Uma prateleira de vídeos, redesenhada como produto terapêutico

O design completo vive no Figma: fluxos, sitemap, design system, marca, o modelo de conteúdo em seis etapas e a biblioteca dinâmica de técnicas — mais um plano de lançamento que escopou uma v1.0 em que o back-office podia ser treinado e uma v3.0 que vale a pena alcançar. Conteúdo socioemocional existente, reestruturado em prática guiada — aulas novas se encaixam no modelo de seis etapas sem redesign.

O que isso diz sobre como eu trabalho

  • O stack completo de design num único projeto: pesquisa competitiva, OOUX, fluxos, design system, UI, marca e logo.
  • Esforço vai para onde ele se multiplica — o peso do design foi para o modelo de conteúdo e para a biblioteca dinâmica de técnicas, não para telas individuais.
  • O roadmap foi, ele mesmo, um entregável — três versões escopadas e sequenciadas para o negócio se comprometer com a v1.0 já sabendo onde a v3.0 chega.